Retratos

| sábado, 6 de agosto de 2011 | 0 comentários |
Os antigos retratos de parede
não conseguem ficar longo tempo abstratos.


Às vezes os seus olhos te fixam, obstinados
porque eles nunca se desumanizam de todo.



Jamais te voltes para trás de repente.
Não, não olhes agora!



O remédio é cantares cantigas loucas e sem fim...
Sem fim e sem sentido...

Dessas que a gente inventava para enganar a solidão dos caminhos sem lua.




(Mario Quintana)

Pensamentos I

| domingo, 6 de março de 2011 | 0 comentários |
Tinha que existir uma pintura totalmente
livre da dependência da figura - o objeto - que,
como a música, não ilustra coisa
alguma, não conta uma história e não lança
um mito. Tal pintura contenta-se em evocar
os reinos incomunicáveis do espírito,
onde o sonho se torna pensamento, onde o
traço se torna existência.

(Michel Seuphor)

Conclusões

| segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 | |
       O desconhecimento de suas possibilidades internas e dos segredos que se aninham nas profundezas de sua alma tornou o homem cético a respeito de seu próprio destino.

 
        Saiba ele encontrar a chave de sua evolução na lei que o proclama herdeiro de si mesmo e conhecerá o porquê das angústias que padece, questão sobre a qual não encontrou ainda explicação alguma que lhe satisfaça.


(A Herança de Si Mesmo - Carlos Bernardo González Pecotche)

A Morte Mandou Lembranças

| | 1 comentários |

A solidão não me feria como uma temível inimiga. A solidão agia como uma doce amiga, que mesmo quando o mundo virava as costas para mim ela estava ali. Onde meus olhos não conseguia enxergá-la, mesmo quando o frio me fazia tremer e minhas pernas enfraquecer, ela estava ali silenciosamente para me abraçar.
E quando a morte chegou finalmente a mim, você doce solidão, não pensou em nenhum momento me abandonar. Quando todos desviaram o olhar ao ver que eu estava morrendo.

Muitos tentaram esquecê-la.

Esquecer que a cada dia estamos mais perto.

Nosso corpo irá falecer e a morte estará ali...

... Bem a sua frente, esperando o momento certo de levar sua alma.

Todos nós passamos por isso algum dia. Em diferentes momentos e em diferentes horas. Nessas artimanhas que nesses tempos evitamos saber, na antiguidade sempre filósofos buscavam entender através de perguntas, as respostas das quais, dúvidas eram mais verdadeiras do que a própria verdade da questão.
Essa é a nossa certeza. A morte que mesmo quando tentamos ainda vem. É a nossa única certeza que nunca é mudada. A imortalidade prova isso, já que até agora não existiu e sem ela, a vida logo se tem seu fim.
Não sabemos como vem, mas sabemos que a cada dia nosso corpo caminha para uma morte lenta.



Mas quem quer saber da verdade?
E na solidão eu fiquei, pois reclamar da falta de sentimentos vividos já tinha me cansado. A alegria acaba. A alegria machuca. E nada muda. Só piora.

Liberdade

| quinta-feira, 16 de dezembro de 2010 | 1 comentários |
    Então eu estava livre finalmente. Poderia abrir as asas e finalmente ir para o meu caminho e fazer coisas que antes não tinha tempo, mas agora... Estava tão livre que não sabia para onde ir ou sequer escolher qual caminho primeiro.

     Mas não se acanhe. Eu não vou ficar parada por muito tempo que nem uma sombra, pois farei coisas que uma alma jamais fez em sua vida. A escuridão iria me invadir por minha escolha e eu me tornaria um Deus. Eu me tornaria um anjo e por fim, um demônio.

                  Pois é, finalmente estou de férias e talvez eu esteja feliz por isso...

É Tempo de Mudanças

| sexta-feira, 3 de dezembro de 2010 | 3 comentários |
      O tempo passa, e com ele as pessoas e até mesmo as mudanças. Poucos acreditam que as promessas também, mas muitos acreditam em um possível talvez.
      É como esse blog que por poucas postagens parece nem receber atenção, mas o talvez ainda existe e talvez vire um sim de atenção que só o tempo pode deixar a sua existência aparecer diante dos seus olhos.

                Então calma e espere que o talvez vire a resposta que não trouxe a sua pergunta...

Devanios

| | 3 comentários |
           Fazia tempo em que não dormia uma tarde inteira. Era divertido a noção do tempo que meu subconsciente fazia-me acreditar. Dormir para mim nunca foi apenas uma única necessidade de repor as energias, era como meu desejo íntimo de por um momento não existir em um mundo arrodeado de seres que se diziam serem seres humanos.

           Ficar longe de uma realidade da qual conhece-la não é o suficiente para convive-la. Existir apenas em meu subconsciente sem lembrar-me do sonho em que passava por meus terríveis pensamentos devaços.

                Talvez algum dia eu ache a pergunta e dessa vez não uma resposta...

Crepúsculo - A Arte Do Clichê

| sábado, 5 de junho de 2010 | 5 comentários |
         Algo ser clichê é tão comum como pode imaginar. Com tantas ideias a serem realizadas e novas pessoas entrando no ramo da literatura e do cinema fica difícil não ser assim.

         Romances ainda mais. Porém o interessante é que muitos buscam ser originais, e aqueles que são clichês tentam não ser o típico comum e sim um comum novo. Mesmo assim nem todos trabalham nesse plano.

        Crepúsculo escrito pela norte-americana Stephenie Meyer trata de um romance sobre um casal surpreendente. Um vampiro e uma humana. Edward Cullen, o elegante cavaleiro poético que trata os outros e principalmente sua amada acima de tudo; e Bella Swan, a menina delicada com sentimentos ‘verdadeiros’, mas que mostra uma dependência de seu querido Cullen. O típico herói perfeito e sua frágil amada que lhe completa mais do que qualquer coisa, incluindo sua própria vida.

         O romance em si não tem erros. Existem muitos assim. Só que tem uma coisa importante que devemos destacar. A série não apenas retrata sobre o romance de tal casal falado já que tem vampirismo nele. Ou pelo menos tenta retratar isso.

        Vamos relembrar o ‘verdadeiro’ vampirismo. Nas típicas aparências vampirescas temos os caninos pontiagudos prontos para perfurar o pescoço de sua vitima para roubar o que lhe dá vida, sangue humano. Por mais que existam variações de lendas sobre esse único assunto, sempre tem uma ou duas coisas em comum.

       E ai que a criatividade nos surpreende. Vemos que duas características que destacam os vampiros além de seus caninos é a sedenta sede por sangue e sua pele aos poucos ser carbonizadas pelo simples contato com o sol.

       Alguns inventam algo para o vampiro não queimar no sol. Outros utilizam anéis enfeitiçados dados ou roubados das bruxas (Se nas histórias existem vampiros, por que não as bruxas?).

        Claro que existem exceções em relação ao sangue. Por exemplo: Louis du Pointe du Lac (Entrevista Com Um Vampiro escrito por Anne Rice) e Stefan Salvatore (The Vampire Diaries escrito por L.J. Smith) que tentam viver a base de sangue animal – mesmo os próprios tendo recaídas. Como Drácula personagem de Bram Stoker diz: “Sangue é vida”.

       Reparem, eles tem uma coisa em comum em relação a isso. Em lutas acabam se tornando mais fracos do que outros que não fazem essa ‘dieta’ e sentem realmente a dor com mais facilidade do que os outros. O que conclui um grande ponto fraco. Sempre estão mais fracos e mais sedentos do que os outros.

       Outro jeito além do sangue animal é o sangue sintético. Idéia vinda da criatividade do escritor Charlaine Harris na série True Blood (Livros e Seriados).

       Mas voltamos ao foco. Há crepúsculo e seus ‘vampiros’. Vivem a base de sangue animal – ainda continuando fortes sem nenhuma fraqueza física como os outros – com uma sedenta fome. Não têm caninos. Eles não queimam no sol, eles brilham. E uma das coisas que chamam bem atenção se vocês leitores perceberem.

       Quais são os inimigos mortais durante toda a eternidade dos vampiros? Sim, os lobisomens. Na série podemos perceber a partir do nascimento da filha do casal principal, a Reneesme. Onde ela tem um grande interesse pelo lobisomem Jacob Black e por seu sangue. Isso é possível ir contra uma longa história do vampirismo e seus inimigos? Ou melhor, é certo fazer isso simplesmente do nada?

       O que pode e torna isso perturbador é o fato de muitas pessoas que eram contra o vampirismo são agora fãs graças a Crepúsculo que a criadora foi ousada ir contra as muitas e muitas lendas que criaram o próprio vampirismo de anos atrás até os dias de hoje.

      Convenhamos ao lado de grandes escritores do vampirismo como Stephen King e Anne Rice que relatam Crepúsculo para públicos de mentalidades de menininhas de 12 anos - Que ainda acreditam no príncipe de cavalo branco – que transforma assustadores seres da noite como os vampiros em meros contos de fadas.

     O torna não tão agradável saber de filmes assim criados não pelo gosto da literatura do horror e sim pelo lucro, não importando que esteja escrevendo as coisas direitas ou erradas na arte do clichê.



Opinião pessoal:

       Como uma amiga minha disse para os vampiros de Crepúsculo e principalmente Edward Cullen: “Drácula te renega, vagalume!”.

E me digam o que acham disso tudo?